quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lembranças e pensamentos no Porto da Barra



Ontem a tarde foi de sol e mar no Porto da Barra, praia soteropolitana onde aprendi a nadar aos seis anos, quando meus tios me jogavam do alto do quebra-mar. É a minha preferida na Bahia. Simples e aconchegantes, com ondas tranquilas que permitem um banho sossegado.



Fui acompanhado de minha prima Linisane Tábada de Oliveira Garrido, filha de baiano com mineira. Depois de nos encontrarmos defronte ao Mercado Modelo, subirmos o Elevador Lacerda, tomar sorvete de coco e amendoin na sorveteria Cubana e perambular pelas ruas do Pelourinho, onde Linisane já conhece desde os malandros locais até a Negra Jhô --cabeleireira famosa por suas tranças e que me prometeu um novo penteado para a próxima semana--, resolvemos seguir para a Barra.

Como Li tinha viagem marcada para Belo Horizonte às 20h30, teve que sair cedo da praia, por volta das 16h. Depois que ela se foi, fiquei observando a forma como alguns baianos se vendem para os gringos. É de dar pena e vergonha.

Tinha um negro que ia buscar água com regador no mar para molhar uma loira debruçada na areia. Além disso, também fazia massagens nos pés dela e até tentou um joguete sexual recusado. Foi constrangedor. Revoltado, resolvi olhar para o mar e não mais para areia. Nadei até o quebra-mar e pulei lá do alto. Como quando aprendi a nadar.

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